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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Como escolher suas primeiras ações (guia didático e direto)

 Uma das maiores dúvidas de quem começa a investir é simples e direta: qual ação eu compro? Ouvir que “tem que comprar Petrobras ou Vale” não é estratégia é chute. Para escolher ações de verdade você precisa de critérios, não de achismo. Abaixo tem um método prático, baseado em análise fundamentalista, para selecionar suas primeiras ações com mais segurança.

Por que usar critérios e não “dica quente”

Investir com critério reduz o risco de decidir por impulso. Indicadores simples mostram se uma empresa está cara ou barata, se paga dividendos consistentes, se tem dívida controlada e se tem capacidade de crescer. Vamos aos indicadores que realmente importam.

Os 5 indicadores fundamentais que você precisa analisar

Esses cinco números respondem às perguntas essenciais sobre preço, rentabilidade, dívida e crescimento.

1. Índice Preço/Lucro (P/L)

Mostra quanto você paga pelo lucro da empresa: preço da ação dividido pelo lucro por ação.
Regra prática (guia inicial, não lei):

  • P/L < 6 costuma indicar ação barata.

  • P/L > 10 costuma indicar ação cara.
    Exemplo didático: se o P/L = 8, você está pagando o equivalente a 8 anos do lucro atual.

2. Dividend Yield (DY)

É o retorno em dividendos sobre o preço da ação (ano). Útil para quem busca renda direta.

  • DY ≥ 6% ao ano costuma indicar bom pagador de dividendos.
    Exemplo prático: empresas estatais e bancos, por vezes, entram nessa faixa bom para quem quer caixa mensal/semestre.

3. Retorno sobre Patrimônio (ROE)

Mede eficiência: quanto de lucro a empresa gera com o patrimônio dos acionistas.

  • ROE ≥ 15% é um sinal de eficiência operacional.
    Empresas industriais ou de tecnologia bem geridas costumam apresentar ROE elevado e consistente.

4. Dívida Líquida / EBITDA

Indica quantos anos do EBITDA seriam necessários para quitar a dívida líquida. Mede risco financeiro.

  • < 2x → dívida controlada.

  • > 4x → atenção vermelha (risco maior).

5. Crescimento do lucro (últimos 5 anos)

Crescimento consistente do lucro é sinal de negócio saudável. Procure tendência não um ano isolado.

Como montar uma carteira prática (iniciantes)

Estratégia simples e robusta: 5 a 8 ações, cada uma de um setor diferente. Exemplo de alocação inicial (apenas sugestão didática):

  • 2 bancos

  • 1 empresa de energia

  • 1 de commodities (mineração/agronegócio)

  • 1 tecnologia

  • 1 serviços (saneamento, por exemplo)

A ideia é diversificação por setor, não por repetir várias empresas do mesmo segmento. Se um setor sofrer, os outros podem compensar.

Passo a passo para escolher ações versão objetiva

  1. Faça um filtro quantitativo com os 5 indicadores: P/L, DY, ROE, Dívida Líquida/EBITDA e crescimento dos lucros.

  2. Analise qualitativamente: modelo de negócio, vantagem competitiva, qualidade da gestão e exposição a ciclos econômicos.

  3. Verifique resultados trimestrais recentes e notícias busque eventos extraordinários que distorçam lucros.

  4. Monte a carteira com 5–8 ações; decida entre pesos iguais ou ajuste conforme risco.

  5. Compre gradualmente (dollar-cost averaging). Entrar em parcelas reduz o risco de comprar tudo no pico.

  6. Reavalie regularmente: mantenha o que segue alinhado aos critérios; substitua o que não se sustenta.

Três erros mortais pra evitar hoje

  • Comprar só porque subiu muito preço subindo não é sinônimo de qualidade. Pode ser hype.

  • Vender em pânico na primeira queda queda temporária vira perda permanente só se você vender no desespero.

  • Concentrar tudo num único setor  falta de diversificação é risco desnecessário.

Observações finais (franco e útil)

Escolher ações não precisa ser adivinhação. Use indicadores simples, combine análise quantitativa com leitura qualitativa, mantenha disciplina e foque no longo prazo. Quer aprender a ler balanços de empresa passo a passo? Comece pelos demonstrativos (DRE, Balanço e Fluxo de Caixa) eles contam a história do negócio.

Boa sorte e lembra: investir é maratona, não corrida de 100 metros.


Checklist rápido (pronto para colar e usar)

  • P/L: menor que 10? (ideal < 6)

  • DY: ≥ 6%? (se busca renda)

  • ROE: ≥ 15%?

  • Dívida Líquida / EBITDA: < 2x?

  • Lucro: tendência de crescimento nos últimos 5 anos?

  • Gestão: reputação e estratégia claras?

  • Notícias: sem eventos extraordinários recentes?

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Quanto Investir para Ganhar R$ 3.000 com Fundos Imobiliários Todo Mês?

 

Introdução

Resumi o vídeo do Primo rico QUANTO INVESTIR PARA GANHAR R$ 3.000 COM FUNDOS IMOBILIÁRIOS TODO MÊS?

Ações ou Fundos Imobiliários?

Qual vale mais a pena, ações ou fundos imobiliários? Vamos focar no que mais paga dividendos, que é o objetivo deste artigo.

Olhemos para o dividendo dos últimos doze meses. Taesa, uma empresa do setor elétrico, tem um Dividend Yield de 10,7%. Já MXRF, um fundo imobiliário, tem 11,7%. No entanto, precisamos olhar para um prazo mais longo.

Dividendos a Longo Prazo

Nos últimos cinco anos, Taesa tem um Dividend Yield de 9,94% ao ano, enquanto MXRF tem 13,1%. Isso mostra uma diferença significativa.

Valorização da Cota

Mas do que adianta um Dividend Yield alto se o preço da cota caiu? Se você investiu R$ 100.000 e ganhou R$ 10.000 em dividendos, mas a cota agora vale R$ 50.000, não é um bom negócio.

Regulamentação de Dividendos

Os fundos imobiliários são obrigados a distribuir 95% dos rendimentos semestralmente, mas a maioria paga mensalmente.

Comparação com Ações

Nos últimos doze meses, o IFIX pagou 11,24% de dividendos, enquanto o IBOVESPA pagou 3,73%. Isso mostra que os fundos imobiliários estão pagando mais dividendos.

Melhor Momento para Comprar Fundos Imobiliários

O melhor momento para investir em fundos imobiliários é guiado por duas grandes coisas: a taxa Selic e o prêmio do Tesouro IPCA+.

Taxa Selic

Quando a taxa Selic está alta, é um bom momento para comprar fundos imobiliários. Quando a Selic cai, o rendimento dos fundos imobiliários tende a subir.

Prêmio do Tesouro IPCA+

Quando o prêmio do IFIX está muito maior do que o Tesouro IPCA+, é um bom momento para investir em fundos imobiliários.

Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários

Existem seis coisas que você deve olhar ao investir em um fundo imobiliário:

  • Dividend Yield
  • Vacância
  • Concentração dos imóveis
  • Taxa de administração
  • Imóveis de qualidade
  • Patrimônio por cota

Quanto Investir para Ganhar R$ 3.000 por Mês?

Vamos ao cálculo prático. Isso não é uma recomendação de investimentos, mas vamos olhar para alguns exemplos.

Exemplos de Fundos Imobiliários

Vamos pegar alguns fundos imobiliários e calcular quanto você precisaria investir para receber R$ 3.000 por mês:

  • XP Malls: R$ 73.645 para receber R$ 600/mês
  • HGLG: R$ 86.000 para receber R$ 600/mês
  • BCFF: R$ 58.720 para receber R$ 600/mês
  • XPLG: R$ 85.470 para receber R$ 600/mês
  • CPFF: R$ 62.625 para receber R$ 600/mês

Conclusão

Para ter uma renda passiva de R$ 3.000 por mês, você precisaria de aproximadamente R$ 390.000 investidos em uma carteira diversificada de fundos imobiliários.

Você pode começar pequeno, comprando cotas individuais e reinvestindo os dividendos para acelerar seu processo de construção de riqueza.

Não procrastine e comece hoje. O maior arrependimento dos investidores é não ter começado mais cedo. E você, já recebe renda passiva com fundos imobiliários? Deixe seu comentário abaixo.

Grande abraço, até o próximo artigo e tchau.